{"id":2048,"date":"2016-11-11T18:25:31","date_gmt":"2016-11-11T18:25:31","guid":{"rendered":"http:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/?p=2048"},"modified":"2016-12-05T13:40:41","modified_gmt":"2016-12-05T13:40:41","slug":"o-caminho-das-pedras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/o-caminho-das-pedras\/","title":{"rendered":"O caminho das pedras"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: justify\">Com o programa Toler\u00e2ncia Zero, implantado h\u00e1 20 anos, Nova Iorque oferece li\u00e7\u00f5es valiosas a prefeitos em busca de solu\u00e7\u00f5es para o combate \u00e0 criminalidade, um dos problemas mais graves enfrentados pelos munic\u00edpios.<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">O Brasil de 5.570 munic\u00edpios \u00e9 internacionalmente reconhecido por s\u00edmbolos de descontra\u00e7\u00e3o como o carnaval e o futebol, mas a viol\u00eancia urbana desponta como indesejada marca registrada nacional. Em 2014 foram cometidos nada menos que 58.559 assassinatos no Pa\u00eds, n\u00famero mais alto da s\u00e9rie compilada h\u00e1 sete anos e que consta do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Isso significa a morte violenta e intencional de 160 pessoas por dia, patamar que torna o Brasil o campe\u00e3o mundial em n\u00famero absoluto de homic\u00eddios, segundo levantamento realizado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas &#8211; ONU.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nos Estados Unidos, com popula\u00e7\u00e3o de cerca de 320 milh\u00f5es de habitantes &#8211; maior que a brasileira, de 205 milh\u00f5es &#8211; s\u00e3o registradas, em m\u00e9dia, 90 mortes por armas de fogo diariamente. Ou quase 33 mil por ano. O n\u00famero \u00e9 considerado um esc\u00e2ndalo para os cidad\u00e3os de uma na\u00e7\u00e3o acostumada ao envolvimento em guerras, a ponto de o \u201cgun control\u201d (controle de armas) despontar como um dos principais temas de debate pol\u00edtico durante as pr\u00e9vias presidenciais. A candidata Hillary Clinton, do Partido Democrata, \u00e9 a que mais catalisa aten\u00e7\u00f5es do p\u00fablico ao defender restri\u00e7\u00f5es \u00e0 venda e sistema mais rigoroso de checagem do hist\u00f3rico dos candidatos ao porte legalizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outra refer\u00eancia de que o Brasil atingiu n\u00fameros insustent\u00e1veis? Cerca de 90% dos 5.570 munic\u00edpios t\u00eam menos de 50 mil habitantes, o que significa que a cada ano o Brasil perde o equivalente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de uma cidade em fun\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica, desaven\u00e7as pessoais, latroc\u00ednios (roubos seguidos de morte), al\u00e9m de parcela formada por policiais mortos em combate. Sob esta perspectiva, a c\u00e9lebre defini\u00e7\u00e3o de \u201cpovo cordial\u201d, atribu\u00edda ao historiador S\u00e9rgio Buarque de Hollanda, assume conota\u00e7\u00e3o alternativa derivada do termo de origem latina. Povo cordial, \u00e0 luz dos dados, \u00e9 aquele que se notabiliza por atirar diretamente no cora\u00e7\u00e3o. Por isso, n\u00e3o falta mat\u00e9ria-prima para abastecer programas televisivos que predominam no hor\u00e1rio vespertino, exibindo o que o ser humano pode produzir de mais b\u00e1rbaro.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\">Refer\u00eancia<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">Tal situa\u00e7\u00e3o leva a uma entre duas alternativas poss\u00edveis: rezar para n\u00e3o se tornar a pr\u00f3xima v\u00edtima ou buscar inspira\u00e7\u00e3o em pol\u00edticas p\u00fablicas de localidades que lograram \u00eaxito ao virar o jogo contra a alta criminalidade. Neste caso, Nova Iorque desponta como refer\u00eancia obrigat\u00f3ria. A taxa de crimes violentos caiu de forma cont\u00ednua a partir de meados dos anos 90 e hoje se encontra em n\u00edvel 80% mais baixo que h\u00e1 duas d\u00e9cadas. O mesmo fen\u00f4meno marcado por redu\u00e7\u00e3o vertiginosa ocorreu praticamente em rela\u00e7\u00e3o a todas as demais ocorr\u00eancias comuns ao dia a dia de qualquer delegacia de pol\u00edcia, entre os quais les\u00f5es corporais, arrombamentos, roubos e furtos de ve\u00edculos, entre outros. Em 2014, Nova Iorque registrou 328 homic\u00eddios para popula\u00e7\u00e3o de 8,5 milh\u00f5es de habitantes que comp\u00f5e a regi\u00e3o metropolitana. Trata-se do menor n\u00famero desde 1963 e que redunda em uma taxa de quatro homic\u00eddios para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 1987, durante o pico da epidemia de venda de drogas, foram registrados 1.672 homic\u00eddios na mesma regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A taxa nova-iorquina de quatro homic\u00eddios por 100 mil habitantes representa um sonho para grandes cidades e metr\u00f3poles cronicamente violentas ao redor do planeta. Das 50 cidades com a maior taxa de homic\u00eddios em todo o mundo, nada menos que 21 est\u00e3o no Brasil (confira na reportagem complementar).<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\">Toler\u00e2ncia Zero<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">Como Nova Iorque conseguiu obter a menor taxa de mortes violentas e intencionais dos \u00faltimos 60 anos, a ponto de atingir padr\u00e3o digno de na\u00e7\u00f5es europeias onde \u00e9 poss\u00edvel caminhar despreocupadamente em grandes centros urbanos durante a madrugada? Como conseguiu, a partir de uma situa\u00e7\u00e3o complicada, sobretudo pelo recrudescimento do tr\u00e1fico de drogas, alcan\u00e7ar a invej\u00e1vel posi\u00e7\u00e3o de regi\u00e3o mais segura dos EUA e entre as 10 grandes cidades mais seguras do mundo, de acordo com levantamento realizado recentemente pela revista The Economist? A resposta est\u00e1 no programa Toler\u00e2ncia Zero colocado em marcha em 1994, pelo ent\u00e3o prefeito rec\u00e9m-eleito Rudolph Giuliani.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Logo no in\u00edcio de seu mandato, Giuliani envolveu a pol\u00edcia local em estrat\u00e9gia agressiva de combate \u00e0 criminalidade, baseada no conceito Broken Windows Theory (Teoria das Janelas Quebradas). De acordo com este conceito, a toler\u00e2ncia a viola\u00e7\u00f5es menores, como uma simples janela quebrada em fun\u00e7\u00e3o de um caso isolado de vandalismo, por exemplo, cria ambiente permissivo que favorece a repeti\u00e7\u00e3o de transgress\u00f5es cada vez mais graves, causando a degenera\u00e7\u00e3o da qualidade de vida e do patrim\u00f4nio p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Baseadas nesta abordagem comportamental, autoridades passaram a reprimir de forma vigorosa transgress\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o tidas como leves, entre as quais picha\u00e7\u00f5es, barulho excessivo, consumo de \u00e1lcool e drogas nas ruas e prostitui\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, essa repress\u00e3o se deu pela intensifica\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a da pol\u00edcia na vizinhan\u00e7a, com suporte de sistema de informa\u00e7\u00e3o chamado CompSat. Inovador para a \u00e9poca, o CompSat passou a proporcionar o mapeamento geogr\u00e1fico dos crimes, viabilizando o deslocamento das for\u00e7as policiais de acordo com a demanda mensurada por estat\u00edsticas.\u201cPassamos a realizar em New York City o policiamento comunit\u00e1rio, um modelo muito diferente do que v\u00ednhamos fazendo em todos os Estados Unidos, durante as d\u00e9cadas de 60 e 70. O modelo anterior enfatizava o atendimento r\u00e1pido \u00e0s chamadas de emerg\u00eancia pelo n\u00famero 911, al\u00e9m das investiga\u00e7\u00f5es reativas, isto \u00e9, estabelecidas ap\u00f3s a ocorr\u00eancia dos fatos. O policiamento comunit\u00e1rio atua na raiz dos problemas ao enfatizar o patrulhamento preventivo e a presen\u00e7a dos agentes nas ruas, por meio de parceria com os moradores\u201d, explica William Bratton, internacionalmente conhecido por ter sido o respons\u00e1vel pela implanta\u00e7\u00e3o do programa Toler\u00e2ncia Zero, na condi\u00e7\u00e3o de chefe-geral do New York Police Department &#8211; NYPD -, Departamento de Pol\u00edcia de Nova Iorque, em 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na ocasi\u00e3o, Bratton foi trazido pelo ent\u00e3o prefeito Rudolph Giuliani com miss\u00e3o expressa de fazer a diferen\u00e7a nas estat\u00edsticas criminais de Nova Iorque. O enfrentamento da criminalidade rampante configurou uma das principais propostas de Rudy Giuliani, durante a campanha eleitoral. \u00c0quela altura, ele consolidara credencial respeit\u00e1vel como promotor p\u00fablico implac\u00e1vel no combate ao crime organizado. Bratton, por sua vez, acumulara experi\u00eancia de 25 anos como oficial de pol\u00edcia em outras regi\u00f5es dos Estados Unidos, antes de encarar o maior desafio de sua carreira profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bratton narra a experi\u00eancia de 27 meses \u00e0 frente do NYPD, entre 1994 e 1996, no livro Turnaround \u2013 How America s Top Cop Reversed the Crime Epidemic (\u201cVolta por Cima\u201d \u2013 Como o Principal Policial dos Estados Unidos conseguiu Reverter a Epidemia da Criminalidade). Entre tais experi\u00eancias figura o desenvolvimento pioneiro com suporte da equipe sob seu comando do sistema CompSat, que, dado ao sucesso alcan\u00e7ado na regi\u00e3o de origem, passou a ser adotado em v\u00e1rias partes dos Estados Unidos, al\u00e9m de exportado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais recentemente, em dezembro de 2013, Bratton foi convidado pelo ent\u00e3o prefeito rec\u00e9m-eleito, Bill de Blasio, a assumir pela segunda vez o comando da mais prestigiada academia de pol\u00edcia do planeta. Foi chamado, obviamente, em fun\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os prestados duas d\u00e9cadas atr\u00e1s. Desde ent\u00e3o, Bratton, com 68 anos, est\u00e1 no comando da corpora\u00e7\u00e3o que conta com efetivo de 35 mil policiais nas ruas, sem contar funcion\u00e1rios administrativos. Antes de assumir o NYPD pela segunda vez, ele empreendeu trabalho, igualmente reconhecido, como comandante da pol\u00edcia de Los Angeles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Giuliani foi prefeito de Nova Iorque entre janeiro de 1994 e dezembro de 2001. Depois dele vieram Michael Bloomberg (2002 a 2013) e Bill de Blasio, em of\u00edcio desde janeiro de 2014. Isso significa que o programa Toler\u00e2ncia Zero se consolidou e manteve-se ao largo, independente da descontinuidade em pol\u00edticas p\u00fablicas que caracteriza o ambiente pouco afeito \u00e0 meritocracia, no Brasil.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\">Mudan\u00e7a de paradigma<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as muitas li\u00e7\u00f5es de Bratton, em \u2018Turnaround\u2019, uma das mais valiosas \u00e9 a constata\u00e7\u00e3o de que, em grande medida, a qualidade do ambiente determina o quilate das a\u00e7\u00f5es humanas. A manuten\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica, portanto, resultaria do estabelecimento de pr\u00e9-condi\u00e7\u00f5es apropriadas por parte de executivos p\u00fablicos com suporte de especialistas na \u00e1rea criminal. \u201cTodo trabalho realizado em New York City naquela \u00e9poca partiu da constata\u00e7\u00e3o de que se voc\u00ea n\u00e3o abandonar a vis\u00e3o permissiva e passar a corrigir comportamentos inadequados, ao longo do tempo a situa\u00e7\u00e3o tende inevitavelmente a piorar, levando a um c\u00edrculo vicioso de deteriora\u00e7\u00e3o urbana e social que acaba por colocar em xeque tanto a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o, quanto a capacidade de atra\u00e7\u00e3o de investimentos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bratton mostra que o sucesso da estrat\u00e9gia de combate \u00e0 criminalidade em Nova Iorque foi consequ\u00eancia de uma mudan\u00e7a de paradigma por parte do povo norte<img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2051 alignright\" src=\"http:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Sem-t\u00edtulo-4-234x300.jpg\" alt=\"sem-titulo\" width=\"391\" height=\"503\" srcset=\"https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Sem-t\u00edtulo-4-234x300.jpg 234w, https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Sem-t\u00edtulo-4.jpg 430w\" sizes=\"(max-width: 391px) 100vw, 391px\" \/>-americano. \u201cA pol\u00edcia dos Estados Unidos passou por mudan\u00e7a hist\u00f3rica de dire\u00e7\u00e3o nos 25 anos que antecederam a ado\u00e7\u00e3o do \u2018Toler\u00e2ncia Zero\u2019. Essa mudan\u00e7a respondeu \u00e0 altera\u00e7\u00e3o nas aspira\u00e7\u00f5es e expectativas da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao papel da pol\u00edcia na sociedade. Nos anos 70 e 80, o papel da pol\u00edcia norte-americana sempre foi reativo. O foco sempre foi responder aos chamados de emerg\u00eancia 911 e centrar esfor\u00e7os na investiga\u00e7\u00e3o. Isso acontecia porque a sociedade acreditava que a criminalidade era consequ\u00eancia de fatores sociais e econ\u00f4micos como a pobreza, o racismo, o desemprego, etc. Como a pol\u00edcia n\u00e3o pode fazer nada para atenuar esses fatores e os crimes s\u00e3o resultado deles, esperava-se que a pol\u00edcia se concentrasse apenas em dar respostas quando fosse acionada. Imaginava-se que, desta forma, a criminalidade poderia ser controlada ou at\u00e9 reduzida. Infelizmente, essa era a dire\u00e7\u00e3o errada e os resultados se tornaram evidentes particularmente a partir do in\u00edcio dos anos 90, com a explos\u00e3o do consumo e tr\u00e1fico drogas, notadamente crack e coca\u00edna. A viol\u00eancia cresceu de forma exponencial e ficou claro que a pol\u00edcia norte-americana n\u00e3o estava preparada para lidar com este tipo de problema\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Prossegue Bratton: \u201cEm realidade, nos anos 70 houve a \u201cdespolicializa\u00e7\u00e3o\u201d das ruas nos Estados Unidos. Ach\u00e1vamos que apenas reagir aos chamados emergenciais seria o suficiente para manter o controle. Que enviar viaturas ap\u00f3s o ocorrido e investir em investiga\u00e7\u00e3o dariam conta de mostrar que est\u00e1vamos fazendo a nossa parte. Mas, o volume de chamadas 911 s\u00f3 fazia aumentar, o que comprova que a situa\u00e7\u00e3o, em vez de melhorar, na verdade estava piorando\u201d, observa. \u201cPor isso, o cerne do \u2018Toler\u00e2ncia Zero\u2019, que \u00e9 colocar a pol\u00edcia na vizinhan\u00e7a e abafar o surgimento dos pequenos delitos, representa de certa maneira o retorno ao paradigma que foi abandonado nos anos 70, por conta de uma vis\u00e3o equivocada quanto \u00e0s origens da criminalidade. A mudan\u00e7a se tornou poss\u00edvel porque, a partir de meados dos anos 80, a m\u00eddia, pol\u00edticos, acad\u00eamicos, especialistas em seguran\u00e7a p\u00fablica e a sociedade como um todo perceberam que a forma como lid\u00e1vamos com os crimes era totalmente inadequada e que algo diferente precisava ser feito a respeito\u201d, exp\u00f5e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para os que acreditam que a criminalidade \u00e9 determinada por problemas sociais, Bratton oferece instigante racioc\u00ednio oposto. \u201cO crime n\u00e3o \u00e9 necessariamente causado por problemas sociais. Pelo contr\u00e1rio, o crime \u00e9 a causa de problemas sociais. Numa localidade onde o crime campeia, os neg\u00f3cios fogem, a economia piora, os empregos desaparecem. As pessoas passam a n\u00e3o ter dinheiro suficiente, as fam\u00edlias se desagregam. O crime \u00e9 o c\u00e2ncer que causa os problemas sociais\u201d, considera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ponto principal do livro Turnaround, de acordo com Bratton, \u00e9 a defesa da possibilidade de retomar espa\u00e7os p\u00fablicos que tenham sido ocupados de forma inapropriada. \u201c\u00c9 poss\u00edvel conferir poder \u00e0 pol\u00edcia para que retome o que ficou perdido no passado\u201d, pontua. \u201cExiste um velho ad\u00e1gio, segundo o qual \u201cIf you can make it in New York you can make it anywhere\u201d (Se voc\u00ea consegue fazer em Nova Iorque voc\u00ea consegue fazer em qualquer lugar)\u201d, recomenda Bratton.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Cabe aos prefeitos brasileiros, no n\u00edvel local, se cercar de especialistas e garantir condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para que esse trecho da can\u00e7\u00e3o entoada por Frank Sinatra se torne realidade.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\">\u00a0Guerra \u00e0 impunidade<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">Em bom portugu\u00eas, a tradu\u00e7\u00e3o dos ensinamentos de Bratton representa ataque frontal a um mal muito familiar aos brasileiros: impunidade. Quando existe grande possibilidade de puni\u00e7\u00e3o, a ocorr\u00eancia de crimes fica circunscrita ao desvio padr\u00e3o que caracteriza a natureza humana inerentemente imperfeita e tendente a desvios, independentemente do n\u00edvel de renda ou da classe social. Quando, por outro lado, a falta de puni\u00e7\u00e3o se torna praticamente uma garantia, o convite a ultrapassar a fronteira do direito de terceiros \u00e9 constantemente renovado e refor\u00e7ado ao sabor da toler\u00e2ncia da sociedade. Por isso, se quiserem seguir a trajet\u00f3ria exitosa de NY, policy makers (fazedores de pol\u00edticas p\u00fablicas) como prefeitos, governadores, presidente, ministros e legisladores dos tr\u00eas n\u00edveis federativos ter\u00e3o necessariamente de unir esfor\u00e7os para combater esse inimigo comum. Tal opera\u00e7\u00e3o\u00a0de guerra passa pela ado\u00e7\u00e3o &#8211; e efetivo cumprimento &#8211; de leis mais r\u00edgidas, capazes de alterar o ca\u00f3tico cen\u00e1rio vigente, com indultos, sistemas de redu\u00e7\u00e3o e ameniza\u00e7\u00e3o de pena e outras concess\u00f5es do g\u00eanero. S\u00f3 assim \u00e9 poss\u00edvel trocar a senha da impunidade pela mensagem redentora de que o crime n\u00e3o compensa. A mesma que mudou a face de New York City, nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\">Entre os mais violentos do mundo<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">O Brasil tem 21 das 50 cidades mais violentas do mundo, das quais 41 est\u00e3o na Am\u00e9rica Latina. O ranking elaborado pelo Conselho Cidad\u00e3o para a Seguran\u00e7a P\u00fablica e a Justi\u00e7a Penal leva em conta apenas munic\u00edpios com mais de 300 mil habitantes e exclui regi\u00f5es conflagradas por conflitos b\u00e9licos abertos, como S\u00edria e Iraque, no Oriente M\u00e9dio. Os dados compilados pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental mexicana s\u00e3o de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Caracas, capital da Venezuela, lidera o ranking com taxa de 119,87 homic\u00eddios intencionais para cada 100 mil habitantes. San Pedro Sula, em Honduras, \u00e9 a segunda colocada, com taxa de 111,03, seguida por San Salvador, capital de El Salvador, com 108,54. Acapulco, no M\u00e9xico, com 104,73, e Maturin, na Venezuela, com 86,45, completam o p\u00f3dio indesej\u00e1vel. Entre as cidades brasileiras a que apresenta a maior taxa \u00e9 Fortaleza, capital do Cear\u00e1, que aparece em 12\u00ba lugar com 60,77 homic\u00eddios para cada grupo de 100 mil habitantes. Entre as 50 s\u00e3o 21 cidades no Brasil, oito na Venezuela, cinco no M\u00e9xico, quatro nos Estados Unidos, quatro na \u00c1frica do Sul, tr\u00eas na Col\u00f4mbia, duas em Honduras, al\u00e9m de uma em El Salvador, Guatemala e Jamaica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quem acompanha a evolu\u00e7\u00e3o do ranking anual preparado pelo Conselho Cidad\u00e3o para a Seguran\u00e7a P\u00fablica e a Justi\u00e7a Penal percebe que a situa\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 cada vez mais desfavor\u00e1vel. Em 2011 o Brasil tinha 14 cidades entre as 50. O n\u00famero subiu para 15, em 2012; 16,\u00a0 em 2013; 19, em 2014 e chegou a 21, em 2015. Tal evolu\u00e7\u00e3o converge com indicadores que d\u00e3o conta da piora da taxa de homic\u00eddios, que passou de 11 por 100 mil habitantes, em 1980, para 22, em 2002 e 32,4 atualmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Enquanto a Am\u00e9rica Latina ocupa a lanterna do que poderia ser chamado de Campeonato Mundial do N\u00edvel Civilizat\u00f3rio, o trof\u00e9u \u00e9 disputado pelos continentes europeu e asi\u00e1tico, que nem aparecem na listagem das 50 mais perigosas. No ranking das 10 Cidades mais Seguras do Mundo (Safest Cities in The World), compilado pela The Economist Intelligence Unit (unidade de Intelig\u00eancia da revista brit\u00e2nica) T\u00f3quio (Jap\u00e3o) lidera, seguida por Cingapura, Cor\u00e9ia do Sul, Osaka (Jap\u00e3o), Estocolmo (Su\u00e9cia), Amsterd\u00e3 (Holanda), Sidney (Austr\u00e1lia), Zurique (Sui\u00e7a), Toronto (Canad\u00e1), Melborne (Austr\u00e1lia) e Nova Iorque (Estados Unidos), a \u00fanica representante das Am\u00e9ricas, gra\u00e7as ao \u2018Toler\u00e2ncia Zero\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A unidade de intelig\u00eancia da revista The Economist leva em conta a an\u00e1lise de 40 fatores qualitativos e quantitativos para elabora\u00e7\u00e3o do chamado \u00cdndice Geral de Seguran\u00e7a. Tais fatores est\u00e3o relacionados a quatro \u00e1reas: seguran\u00e7a de dados, seguran\u00e7a de sa\u00fade, seguran\u00e7a \u00a0de infraestrutura e seguran\u00e7a pessoal \u2013 o qual leva em considera\u00e7\u00e3o a taxa de homic\u00eddios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outro indicador global que acende o farol vermelho para o Brasil \u00e9 o \u201cRelat\u00f3rio Sobre a Situa\u00e7\u00e3o Mundial da Preven\u00e7\u00e3o \u00e0 Viol\u00eancia\u201d, o mais abrangente levantamento j\u00e1 feito pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade &#8211; OMS vinculada \u00e0 ONU &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas: o Brasil \u00e9 o Pa\u00eds com o maior n\u00famero absoluto de homic\u00eddios do mundo, al\u00e9m de ostentar a 11\u00aa maior taxa, levando em conta 194 pa\u00edses. O estudo aponta que a taxa brasileira de 32,4 assassinatos por 100 mil, em 2012, representa quase cinco vezes a m\u00e9dia mundial (6,7) e nove vezes a m\u00e9dia do grupo de pa\u00edses ricos (3,8).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o programa Toler\u00e2ncia Zero, implantado h\u00e1 20 anos, Nova Iorque oferece li\u00e7\u00f5es valiosas a prefeitos em busca de solu\u00e7\u00f5es para o combate \u00e0 criminalidade, &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2049,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[37],"tags":[41],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v17.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/o-caminho-das-pedras\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O caminho das pedras - 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