{"id":942,"date":"2016-01-03T20:57:57","date_gmt":"2016-01-03T20:57:57","guid":{"rendered":"http:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/?p=942"},"modified":"2016-05-09T14:42:13","modified_gmt":"2016-05-09T14:42:13","slug":"arte-como-ativismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/arte-como-ativismo\/","title":{"rendered":"ARTE COMO ATIVISMO"},"content":{"rendered":"<h4>OBRA DO ARTISTA PL\u00c1STICO EDUARDO SRUR\u00a0INTERAGE COM O AMBIENTE E O P\u00daBLICO E\u00a0EST\u00c1 EM CONSTANTE ESTADO DE MUDAN\u00c7A<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">&gt; Um homem-m\u00e1quina. Esta imagem tem feito parte das\u00a0reflex\u00f5es do artista pl\u00e1stico Eduardo Srur sobre si mesmo\u00a0e sua produ\u00e7\u00e3o. A analogia com engrenagens fren\u00e9ticas,\u00a0mas azeitadas e de funcionamento harm\u00f4nico, veio atrav\u00e9s\u00a0de um amigo do artista. Sem d\u00favida Srur tem uma incr\u00edvel\u00a0inquieta\u00e7\u00e3o criativa e produtiva. Paulistano de 41 anos, Srur\u00a0exp\u00f5e a c\u00e9u aberto obras que provocam reflex\u00f5es e rea\u00e7\u00f5es\u00a0diversas, o que faz delas interven\u00e7\u00f5es em permanente\u00a0estado de mudan\u00e7a. Diante do impacto de suas instala\u00e7\u00f5es\u00a0urbanas, \u00e9 natural a constata\u00e7\u00e3o de que somos agentes e\u00a0tamb\u00e9m receptores do meio social, ambiental, pol\u00edtico&#8230;\u00a0Interagimos com Srur, o tempo todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por isso a diversidade de temas e a urg\u00eancia do artista\u00a0em n\u00e3o parar. Trata da polui\u00e7\u00e3o dos rios, consumo, mobilidade\u00a0urbana, gera\u00e7\u00e3o de lixo e at\u00e9 da pr\u00f3pria arte. Al\u00e9m dos\u00a0cen\u00e1rios na capital paulista, Srur j\u00e1 participou de exposi\u00e7\u00f5es\u00a0em muitos pa\u00edses, entre eles Cuba, Fran\u00e7a, Su\u00ed\u00e7a, Espanha,\u00a0Holanda, Inglaterra e Alemanha. Atrav\u00e9s da empresa Attack\u00a0Interven\u00e7\u00f5es Urbanas, cria projetos especiais. O di\u00e1logo entre\u00a0o cidad\u00e3o e seu espa\u00e7o est\u00e1 aberto. D\u00e1 pra sentir tudo. Menos indiferen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Revista Rep\u00fablica &#8211; Como foi sua inf\u00e2ncia e juventude\u00a0em S\u00e3o Paulo? Quando come\u00e7ou sua inquieta\u00e7\u00e3o com a\u00a0realidade da cidade?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eduardo Srur &#8211; Influenciou bastante o deslocamento que\u00a0fiz durante muito tempo entre S\u00e3o Paulo e Buenos Aires, onde\u00a0morei tamb\u00e9m. Ficava viajando muito. Este deslocamento, a\u00a0chegada a S\u00e3o Paulo, as mudan\u00e7as que ocorriam nos centros urbanos podem ter influenciado a maneira como via a realidade,\u00a0impactado a forma como vejo o mundo. A\u00ed, quando\u00a0montei meu escrit\u00f3rio em frente ao rio Pinheiros, nos anos\u00a01990, come\u00e7a uma outra rela\u00e7\u00e3o com a cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Ent\u00e3o, o rio Pinheiros foi o motivador para as instala\u00e7\u00f5es\u00a0com foco ambiental?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o imediatamente. Antes eu fiz a interven\u00e7\u00e3o\u00a0Acampamento dos Anjos, que eram barracas\u00a0coloridas instaladas em edif\u00edcios e constru\u00e7\u00f5es.\u00a0Naquele momento foi um interesse\u00a0que tinha a ver com o espiritual. As quest\u00f5es\u00a0urbanas vieram depois. Primeiro veio o interesse\u00a0po\u00e9tico, espiritual, e depois come\u00e7o a\u00a0me interessar pelas quest\u00f5es do homem com\u00a0o meio ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Defina Eduardo Srur e sua arte.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nada mais dif\u00edcil do que definir a si mesmo.\u00a0Do ponto de vista art\u00edstico \u00e9 amplo, um conceito\u00a0de arte que rompe as fronteiras do institucional\u00a0e estabelece um di\u00e1logo com o coletivo. Da\u00ed a\u00a0ideia de cutucar um problema. Sou movimentado\u00a0pelo coletivo; minhas quest\u00f5es pessoais\u00a0s\u00e3o menos importantes hoje. O que me interessa\u00a0\u00e9 ter resson\u00e2ncia com o coletivo, uma estrat\u00e9gia\u00a0de um artista inserido no sistema o qual confronta.\u00a0Existe uma provoca\u00e7\u00e3o ao sistema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 poss\u00edvel ter controle sobre a obra quando\u00a0ela est\u00e1 no espa\u00e7o p\u00fablico e gera manifesta\u00e7\u00f5es\u00a0espont\u00e2neas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A quest\u00e3o \u00e9 justamente trazer o p\u00fablico\u00a0para o jogo. Eu crio uma obra aberta em\u00a0que posso trazer outros participantes. N\u00e3o\u00a0estou entregando uma proposta fechada\u00a0em si mesma. Esta provoca\u00e7\u00e3o que eu fa\u00e7o \u00e9 para as pessoas se aproximarem, refletirem,\u00a0conclu\u00edrem algo. O artista n\u00e3o responde. Ele\u00a0pergunta. A arte n\u00e3o \u00e9 herm\u00e9tica. A minha\u00a0 produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica caminha com a din\u00e2mica\u00a0da cidade. Isso \u00e9 uma m\u00e1gica, um componente\u00a0importante da arte, e \u00e9 a vida de fato. Levar\u00a0 as interven\u00e7\u00f5es ao espa\u00e7o p\u00fablico cria esta\u00a0din\u00e2mica. Voc\u00ea tem uma estrat\u00e9gia de controle,\u00a0mas quando a obra vai para a rua isso\u00a0se perde um pouco. Na obra Touro Bandido,\u00a0que foi uma a\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada, acabei na\u00a0delegacia. O touro foi apreendido. J\u00e1 na instala\u00e7\u00e3o\u00a0dos caiaques (tripulados por manequins)\u00a0no rio Pinheiros, em S\u00e3o Paulo, a obra acabou\u00a0encalhando numa ilha de lixo, o que n\u00e3o estava\u00a0previsto e alterou a composi\u00e7\u00e3o da obra. Isso\u00a0n\u00e3o se controla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Mas, por ser din\u00e2mica, a arte urbana muda\u00a0comportamentos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A arte urbana tem comunh\u00e3o com a velocidade\u00a0da cidade e de seus habitantes. Eu utilizo o\u00a0contexto da cidade nas minhas obras e isso muda\u00a0um olhar para algo e \u00e9 capaz de mudar o comportamento\u00a0naquele momento. Depois, se esse impacto\u00a0vai permanecer depender\u00e1 da capacidade de cada\u00a0um de manter essa mudan\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Quantas interven\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizou e qual das\u00a0instala\u00e7\u00f5es foi a mais marcante para voc\u00ea.\u00a0Por qu\u00ea?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o sei quantas interven\u00e7\u00f5es realizei, eu\u00a0nunca contei. O que tenho \u00e9 uma troca com os\u00a0trabalhos, mas ele \u00e9 um s\u00f3. As obras n\u00e3o acabam\u00a0na exposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma linha t\u00eanue que vai costurando\u00a0tudo. O ritmo de trabalho \u00e9 r\u00e1pido. Tenho\u00a0pressa e urg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Como \u00e9 seu processo criativo? \u00c9 mais comum\u00a0surgirem interven\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas ou atualmente\u00a0trabalha mais por projetos especiais\u00a0atrav\u00e9s da Attack?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Muitas vezes, o local me escolhe, algu\u00e9m da\u00a0equipe prop\u00f5e um trabalho \u2013 e eu costumo ouvir\u00a0muito quem trabalha comigo \u2013, e \u00e0s vezes \u00e9 um\u00a0insight. Na verdade em qualquer momento da respira\u00e7\u00e3o algo pode come\u00e7ar e depois tem que\u00a0inserir o trabalho nos 99% restantes deste processo.\u00a0credito mais no trabalho do que em uma\u00a0luz inspiradora. \u00c9 espont\u00e2neo e impreciso. Ao\u00a0mesmo tempo tenho um bra\u00e7o, que \u00e9 a empresa\u00a0Attack; ela me oferece estrutura para a produ\u00e7\u00e3o\u00a0de meus trabalhos autorais, mas tamb\u00e9m pode\u00a0estar a servi\u00e7o da economia criativa, de uma\u00a0ag\u00eancia de marketing que queira sair um pouco<br \/>\nda caixa e desenvolver projetos diferenciados\u00a0para o interesse em comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Voc\u00ea acha que por n\u00e3o ser um \u201cartista de\u00a0galeria\u201d existe resist\u00eancia da cr\u00edtica e\u00a0de outros artistas \u00e0 sua arte?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acho mais f\u00e1cil dizer o seguinte: voc\u00ea\u00a0tem uma bolha, um c\u00edrculo, e dentro dele\u00a0h\u00e1 o pequeno circuito da arte: elitizado,\u00a0provinciano, que d\u00e1 muito pouca oportunidade\u00a0ao volume de artistas que a sociedade\u00a0pode fornecer. E num c\u00edrculo muito maior\u00a0est\u00e1 a sociedade. Minha arte est\u00e1 na sociedade\u00a0e eu n\u00e3o preciso do circuito da arte. O\u00a0artista tem que interpretar aquilo que ele\u00a0tem vontade de fazer. Eu realizo exposi\u00e7\u00f5es\u00a0na cidade. Mas posso tamb\u00e9m realizar\u00a0em galerias. E depois a cr\u00edtica de arte j\u00e1\u00a0n\u00e3o \u00e9 mais a mesma. Perdeu o papel, est\u00e1\u00a0reduzida a releases porque as pessoas t\u00eam\u00a0pressa. O que eu tenho de fazer \u00e9 ter condi\u00e7\u00f5es para criar o m\u00e1ximo que puder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Em resumo: voc\u00ea trabalha o tempo\u00a0todo&#8230;\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um amigo disse que sou uma m\u00e1quina\u00a0(risos). N\u00e3o posso ficar passivamente\u00a0esperando o circuito da arte se manifestar.\u00a0O artista tem que tomar a arte para si e ter\u00a0capacidade de criar seu pr\u00f3prio destino.\u00a0N\u00e3o pode ficar na m\u00e3o de um agente. H\u00e1 poucos espa\u00e7os para a arte, poucos recursos.\u00a0Isso limita a sua energia como artista.\u00a0Digo que se eu n\u00e3o for bom artista nesta\u00a0vida, serei curador na pr\u00f3xima (risos).\u00a0Cabe eu ser um bom artista agora porque\u00a0\u00e9 o melhor papel que eu posso ter.\u00a0\u00c9 meu carma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>J\u00e1 teve problemas por ter realizado\u00a0interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o autorizadas? Quais foram e o que\u00a0aconteceu?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tem interven\u00e7\u00e3o que, se autorizada, enfraquece o\u00a0conceito da obra. Muitas vezes, eu tenho que gerar um\u00a0problema para que o trabalho fique mais forte depois.\u00a0Foi o caso da interven\u00e7\u00e3o em Bras\u00edlia (A Arte Salva),\u00a0por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Conte como foi a interven\u00e7\u00e3o Supermercado em\u00a0que usou seu pr\u00f3prio corpo como ferramenta para\u00a0manifestar-se contra a in\u00e9rcia frente ao consumo e\u00a0\u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eu sempre me uso como instrumento. S\u00f3 que neste\u00a0caso foi mais expl\u00edcito. E tamb\u00e9m tem a ver com uma\u00a0vis\u00e3o da pintura \u2013 que \u00e9 bem marcante na minha produ\u00e7\u00e3o\u00a0\u2013, apesar de n\u00e3o ser t\u00e3o claro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 tratou de consumo, meio ambiente, pol\u00edtica\u00a0e muitos outros temas nas suas interven\u00e7\u00f5es.\u00a0Existe um \u201cobjeto do desejo\u201d nas cenas urbanas\u00a0de Eduardo Srur?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mais importante \u00e9 continuar trabalhando e criar\u00a0condi\u00e7\u00f5es para que eu seja uma pessoa \u00edntegra no meu\u00a0trabalho. Acho que esta conversa mostra uma vontade\u00a0de ter condi\u00e7\u00f5es para trabalhar e trazer uma forma\u00a0diferente de as pessoas enxergarem a sociedade, a possibilidade\u00a0de sair um pouco de uma anestesia e propor\u00a0um novo olhar em rela\u00e7\u00e3o ao mundo, \u00e0s coisas. Outro\u00a0dia eu me fiz esta pergunta: Onde quero chegar? N\u00e3o sei.\u00a0Isso \u00e9 ruim, n\u00e3o acha?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Talvez n\u00e3o. Talvez seja isso mesmo. Ir para onde a\u00a0sua inquieta\u00e7\u00e3o te levar&#8230;\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Talvez seja um problema e talvez a quest\u00e3o da m\u00e1quina\u00a0seja pertinente (risos). Eu n\u00e3o tenho tempo para pensar\u00a0nisso. Criei uma engrenagem com olhar para o presente\u00a0e a urg\u00eancia est\u00e1 aqui, no meu dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em><br \/>\nTrampolim<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Local\/Ano: S\u00e3o Paulo, 2014<\/em><\/strong><strong><em><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-989 alignright\" src=\"http:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_arte_ativismo_trampolim-300x201.jpg\" alt=\"ed22_arte_ativismo_trampolim\" width=\"218\" height=\"146\" srcset=\"https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_arte_ativismo_trampolim-300x201.jpg 300w, https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_arte_ativismo_trampolim-768x515.jpg 768w, https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_arte_ativismo_trampolim.jpg 841w\" sizes=\"(max-width: 218px) 100vw, 218px\" \/><\/em><\/strong><br \/>\n<em>O qu\u00ea: Esculturas e pintura art\u00edstica em dimens\u00f5es\u00a0variadas representando personagens com caracter\u00edsticas\u00a0realistas posicionados na ponta de pranchas azuis.\u00a0Tinham por objetivo aludir \u00e0 impossibilidade de mergulhar\u00a0ou nadar no rio Pinheiros devido \u00e0 polui\u00e7\u00e3o. A\u00a0resposta da cidade foi imediata: 300 ocorr\u00eancias no\u00a0Corpo de Bombeiros, selfies e grande n\u00famero de posts\u00a0nas redes sociais, m\u00eddia espont\u00e2nea. Uma das esculturas\u00a0levou um tiro de revolver e outra teve a cabe\u00e7a decepada.\u00a0Todas estas transforma\u00e7\u00f5es foram incorporadas\u00a0ao trabalho.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-990 alignright\" src=\"http:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_caiaque-1-300x244.jpg\" alt=\"ed22_caiaque\" width=\"219\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_caiaque-1-300x244.jpg 300w, https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_caiaque-1-768x625.jpg 768w, https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_caiaque-1.jpg 808w\" sizes=\"(max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/><br \/>\nCaiaques<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Local\/Ano: Rio Pinheiros\/S\u00e3o Paulo\/2006<br \/>\n<\/em><\/strong><em>O qu\u00ea: Dezenas de caiaques coloridos e tripulados\u00a0por manequins foram dispostos sobre as polu\u00eddas \u00e1guas\u00a0do rio Pinheiros, em S\u00e3o Paulo. A inten\u00e7\u00e3o era lembrar\u00a0as pessoas da exist\u00eancia de um espa\u00e7o abandonado da\u00a0metr\u00f3pole. A interven\u00e7\u00e3o recriava as atividades de remo\u00a0promovidas pelos clubes paulistanos at\u00e9 a d\u00e9cada de\u00a01920. Na \u00faltima semana de exposi\u00e7\u00e3o, uma imensa ilha\u00a0de lixo encalhou os caiaques e alterou a composi\u00e7\u00e3o da\u00a0obra.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-993 alignleft\" src=\"http:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_palmito-1-300x201.jpg\" alt=\"ed22_palmito\" width=\"177\" height=\"119\" srcset=\"https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_palmito-1-300x201.jpg 300w, https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_palmito-1-768x515.jpg 768w, https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_palmito-1.jpg 841w\" sizes=\"(max-width: 177px) 100vw, 177px\" \/>Palmitos<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Local\/ano: Parque Villa Lobos\/S\u00e3o Paulo,\u00a02008<br \/>\n<\/em><\/strong><em>O qu\u00ea: Instala\u00e7\u00e3o com 3 mil frascos de palmito em\u00a0conserva de origem ilegal, apreendidos pela Pol\u00edcia\u00a0Florestal na fronteira do estado de S\u00e3o Paulo. O alimento\u00a0foi extra\u00eddo ilegalmente da mata e armazenado em frascos\u00a0coletados em lix\u00f5es, com \u00e1gua contaminada e sem os\u00a0m\u00ednimos cuidados de higiene. A convite da Secretaria do\u00a0Meio Ambiente, Srur criou uma obra visual no Parque\u00a0Villa Lobos com esses palmitos, que estavam armazenados\u00a0em um dep\u00f3sito do governo. Depois da exposi\u00e7\u00e3o, o\u00a0material foi incinerado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>A Arte Salva<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Local\/Ano: Congresso\u00a0Nacional\/Bras\u00edlia\/2011<br \/>\n<\/em><\/strong><em>O qu\u00ea: A interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada lan\u00e7ou\u00a0360 boias salva-vidas no espelho d\u2019\u00e1gua\u00a0em frente ao parlamento. As boias de pl\u00e1stico\u00a0foram numeradas e adesivadas com a frase \u2018\u2019A\u00a0arte salva\u2019\u2019 durante uma oficina organizada com\u00a0os alunos da Universidade de Bras\u00edlia (UnB).\u00a0A a\u00e7\u00e3o mostrava a arte como uma possibilidade\u00a0de salvamento e resgate da consci\u00eancia\u00a0c\u00edvica. Questionado sobre o motivo de n\u00e3o\u00a0ter pedido autoriza\u00e7\u00e3o, Srur respondeu:\u00a0\u201co Congresso \u00e9 a \u2018casa do povo\u2018, e a arte\u00a0transcende a pol\u00edtica\u201d. Essa interven\u00e7\u00e3o era\u00a0apartid\u00e1ria; um presente da sociedade para\u00a0o Congresso Nacional.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-991 alignleft\" src=\"http:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_carruagem-300x188.jpg\" alt=\"ed22_carruagem\" width=\"226\" height=\"142\" srcset=\"https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_carruagem-300x188.jpg 300w, https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_carruagem-768x481.jpg 768w, https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_carruagem.jpg 808w\" sizes=\"(max-width: 226px) 100vw, 226px\" \/><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Carruagem<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Local\/Ano: S\u00e3o Paulo\/2012<\/em><\/strong><br \/>\n<em>O qu\u00ea: A interven\u00e7\u00e3o Carruagem foi feita\u00a0para provocar um questionamento sobre os\u00a0problemas de mobilidade nos grandes centros\u00a0urbanos. Formada por uma r\u00e9plica de\u00a0uma carruagem imperial e por quatro cavalos\u00a0esculpidos em escala real, a interven\u00e7\u00e3o foi\u00a0instalada a mais de 30 metros de altura no mastro\u00a0da ponte Oct\u00e1vio Frias de Oliveira (ponte\u00a0Estaiada), na marginal Pinheiros, em S\u00e3o Paulo.\u00a0A obra comparava a velocidade m\u00e9dia de deslocamento\u00a0de um carro no tr\u00e2nsito paulistano\u00a0no hor\u00e1rio de pico com a velocidade de uma\u00a0carruagem nos tempos do Imp\u00e9rio.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Toro Bandido<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Local\/Ano: av. Paulista\u00a0e av. Faria Lima, S\u00e3o\u00a0Paulo\/2010<\/em><\/strong><br \/>\n<em>O qu\u00ea: Esculturas de touros se\u00a0apropriaram das vacas do evento\u00a0Cow Parade, nas avenidas Paulista\u00a0e Faria Lima, em S\u00e3o Paulo, para\u00a0questionar o conceito da exposi\u00e7\u00e3o\u00a0que \u00e9 considerada o maior evento de\u00a0arte p\u00fablica do mundo. Srur diz que\u00a0na sua representa\u00e7\u00e3o a vaca ficou\u00a0est\u00e9ril como objeto de reflex\u00e3o, e o\u00a0touro fazia uma insemina\u00e7\u00e3o art\u00edstica\u00a0nela. Por tratar-se de uma a\u00e7\u00e3o\u00a0n\u00e3o autorizada, Srur respondeu a\u00a0inqu\u00e9rito policial e o touro foi apreendido.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Supermercado<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Local\/Ano: Performance dentro\u00a0de um Supermercado\/S\u00e3o\u00a0Paulo\/2012<br \/>\n<\/em><\/strong><em>O qu\u00ea: Instala\u00e7\u00e3o multim\u00eddia\u00a0(v\u00eddeo de Fernando Huck) em que\u00a0Eduardo Srur faz a performance.\u00a0Formada por prateleiras repletas de\u00a0alimentos manufaturados e monitores,\u00a0espelhos e um sistema de \u00e1udio,\u00a0a composi\u00e7\u00e3o traz a condu\u00e7\u00e3o de um\u00a0carrinho de compras e o consumo\u00a0dos produtos das g\u00f4ndolas diretamente\u00a0sobre o corpo do artista. A\u00a0obra revela nossa cultura de excesso\u00a0e desperd\u00edcio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comida.\u00a0Recria de forma simb\u00f3lica a rela\u00e7\u00e3o\u00a0humana, muitas vezes distorcida e\u00a0distante da natureza, dos alimentos\u00a0e do pr\u00f3prio corpo. O convite \u00e0\u00a0participa\u00e7\u00e3o das pessoas celebra o\u00a0encontro entre o p\u00fablico, o artista\u00a0e sua obra, mas, essencialmente,\u00a0transforma o espectador em c\u00famplice\u00a0da ideia central da instala\u00e7\u00e3o:\u00a0o impulso de consumo que domina\u00a0a sociedade contempor\u00e2nea.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-992 alignright\" src=\"http:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_labirinto-1-300x146.jpg\" alt=\"ed22_labirinto\" width=\"397\" height=\"194\" srcset=\"https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_labirinto-1-300x146.jpg 300w, https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_labirinto-1-768x373.jpg 768w, https:\/\/irp8.org.br\/revistarepublica\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/ed22_labirinto-1.jpg 808w\" sizes=\"(max-width: 397px) 100vw, 397px\" \/><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Labirinto<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Local\/ano: Parques de\u00a0S\u00e3o Paulo\/2012<\/em><\/strong><br \/>\n<em>O qu\u00ea: A interven\u00e7\u00e3o foi exibida nos\u00a0principais parques p\u00fablicos da cidade\u00a0de S\u00e3o Paulo: Ibirapuera, Villa Lobos,\u00a0da Juventude e Ecol\u00f3gico do Tiet\u00ea. A\u00a0obra foi constru\u00edda com 100 toneladas\u00a0de materiais recicl\u00e1veis (400 fardos de\u00a0lixo recicl\u00e1vel com garrafas de refrigerante,\u00a0copos e embalagens pl\u00e1sticas,\u00a0papel\u00e3o, latas de alum\u00ednio, cabos de\u00a0a\u00e7o e espelhos pl\u00e1sticos), formando um\u00a0labirinto de composi\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica e\u00a0dois acessos para circula\u00e7\u00e3o do p\u00fablico\u00a0em seu interior. Todo o material utilizado\u00a0nas exposi\u00e7\u00f5es foi captado em\u00a0cooperativas de reciclagem da cidade\u00a0e depois devolvido. Foram feitas visitas\u00a0guiadas com deficientes visuais para\u00a0ativar outros sentidos como o tato, o\u00a0olfato e a audi\u00e7\u00e3o. O espectador era\u00a0convidado a entrar no labirinto em\u00a0busca da sa\u00edda entre as paredes de\u00a0res\u00edduos s\u00f3lidos.\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Mariangela Devienne<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OBRA DO ARTISTA PL\u00c1STICO EDUARDO SRUR\u00a0INTERAGE COM O AMBIENTE E O P\u00daBLICO E\u00a0EST\u00c1 EM CONSTANTE ESTADO DE MUDAN\u00c7A &gt; Um homem-m\u00e1quina. 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